terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Como ganhar dinheiro já ! Nº 2

Abra várias frentes  ( mais 13 boas ideias) :
14) Teste aplicativos e sites. dica : testaisso.com.br
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16) Cozinhe para um turista. dicamealsharing.com
17) Faça listas de músicas sob encomenda. dicajamstudio.com
19) Venda produtos feitos com suas próprias mãos.  dicawww.elo7.com.br

20) Abra uma franquia. dica: www.franquia.com.br
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22) Venda de bebidas geladas.  dicawww.nutbebidas.com.br
23) A venda comidas na praia. dica:  www.meganatural.com.br/
24) Venda de biquínis e saídas de praia. dica:  www.kaisan.com.br
25) Venda de bijuterias. dica:  www.reidabijuteria.com.br
26) Venda de frango assado. dicawww.empreendedoresweb.com.br/maquina-de-assar-frango/


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Como ganhar dinheiro já !

Abra várias frentes:


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2) Faça transporte de pessoas -   dica: uber.com
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4) Dê uma carona para outrem ! -  dica: blablacar.com

5) Alugue um objeto seu ! -  dica: alooga.com.br  ou rentforall.com.br
6) Cobre por encomendas de viagem. -  dica: stuffinbag.com
7) Alugue a sua bicicleta ou prancha.  dica: spinlister.com

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 Já , já outras 13 ideias para ganhar 

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Organização e Método


- Profissionais de O&M (organização e método)

• Perfil do Analista

É uma especialidade dentro da administração, voltado para o estudo da estrutura organizacional, dos métodos de trabalhos e dos sistemas administrativos, visando a maximização dos resultados, com adequação dos recursos disponíveis, ao menor custo possível.

• Perfil do Técnico de Organização

 Gostar do que faz
 Raciocínio lógico
 Imaginação e criatividade
 Visão do conjunto
 Autoconfiança
 Personalidade marcante
 Argumentação e influenciação
 Comunicação e diplomacia
 Percepção e observação
 Modéstia
 Persistência
 Espírito de equipe
 Interesse acentuado
 Capacidade técnica

FUNÇÕES BÁSICAS

A) Assessorar a alta administração da empresa em assuntos de planejamento geral, comunicações, administração e desenvolvimento da organização.

B) Desenvolver estudos e análises, tendo em vista o aprimoramento e desenvolvimento da estrutura organizacional.

C) Atender as necessidades dos usuários de linha na resolução dos seus problemas.

D) Estudar a viabilidade técnica, econômica e operacional de utilização de recursos de informática, como a necessidade de treinamento.

E) Desenvolver e submeter a alto administração ao plano anual de desenvolvimento de sistemas.

F) Propor à alto administração o escopo e amplitude dos projetos de sistemas aprovados para desenvolvimento.

O&M e Informática - muita coisa em comum

- Objetivando melhores resultados operacionais para empresa.
- Visão sistêmica dos problemas.
- Metodologia de trabalho relativamente similar.
- Semelhança do perfil operacional.
- Apoio às demais áreas.
- Atividades mutuamente complementares.


RELACIONAMENTO - O&M, INFORMÁTICA E USUÁRIO

- Ser ativos e não passivos, procurando os clientes e não esperar que eles apareçam.
- Divulgar permanentemente as realizações.
- Identificar os problemas existentes e os clientes potenciais na organização.
- Demonstrar dinamismo na área, não só junto aos clientes mas também junto às esferas diretivas da empresa.
- Manter um clima harmonioso de relacionamento com todas as áreas da empresa.

FASES DE UM PROJETO DE SISTEMAS

1) Definição do problema
- Levantamento dos dados
2) Estudo da viabilidade do sistema
- Análise do custo/benefício
3) Análise dos dados levantados
- Diagrama de fluxo de dados
- Dicionário de dados
- Algoritmos
4) Projeto do sistema
- Diagrama de fluxo de sistema
- Análise de custo/benefício
5) Projeto detalhado
- Especificações de hardware e software
- Pseudocódigo
- Plano de testes preliminares
- Programação da implantação
6) Implantação e testes
- Programas códigos e documentações
- Procedimentos operacionais
- Procedimentos de segurança
- Procedimentos de auditoria
- Plano de testes
- Desenvolvimento dos usuários
- Treinamento dos usuários
7) Manutenção do sistema
- Adaptação e apoio aos usuários

Organização de uma Empresa


Empresas

Uma empresa pode ser vista como um grande sistema, onde subsistemas menores interagem para fazer com que seja atingido um objetivo comum, que é a geração de resultados.


Se olharmos bem para área de processamento, poderemos verificar a existência de vários subsistemas interdependentes e interatuantes, tais como: fabricação, manutenção, almoxarifado, recursos humanos, e de forma auxiliar, os sistemas de informação e controle.

- Interferências no Sistema

A empresa não é um sistema fechado e imune a interferências. Durante o ciclo operacional, sofre interferências externas e internas, que podem levar a alterações significativas na forma operacional, e como conseqüência, nos resultados esperados.

• Interferências Externas

As principais são: • mercado, como força mais poderosa que pode intervir na empresa; • a legislação, como regra básica que norteia e delimita a ação da empresa durante sua existência; • as alterações constantes introduzidas pelo governo determinando modificações nos procedimentos internos da empresa gerando custos; • o meio ambiente deriva de alterações climáticas e da poluição crescente em áreas densamente industrializadas com modificações da qualidade de vida da região; • Comunidade é um fator de sucesso quando se dá a aceitação, e conflitos quando se dá a rejeição. Uma empresa que polui o ambiente geralmente entra em conflito com a comunidade que a cerca.

• Interferências Internas

• Cultura da empresa: é o seu jeito de ser e de atuar, é a sua personalidade. É formada ao longo do tempo, estabelecendo usos e costumes.
• Relacionamento entre os subsistemas: a forma como se interrelaciona e interagem os diversos subsistemas da empresa é espelhado da sua cultura interna.
• Política de compras: tem uma função fundamental de interferir no capital de giro da empresa.
• Política de vendas: a forma de vender numa empresa interfere diretamente nos subsistemas financeiros, de compras, de estoque e de produção. Deve ser harmonizada com os demais sob a pena de desarticular a empresa como um todo.
• Política de pessoal: toda empresa deve ter uma política de pessoal clara e objetiva, onde o empregado saiba quais as suas possibilidades de progresso, deveres e obrigações; especialmente o que a empresa espera dele.
• Política operacional: o funcionamento ou operação da empresa deve ter como base uma política que deixe claro aos empregados como se espera que os mesmos trabalhem e tratem as máquinas e equipamentos e o que se deseja em termos de qualidade (padronização).

- Funções Administrativas

Administração de uma empresa é baseada no pré suposto de que aquele que a administra está apto à desenvolver uma série de ações que à levem a atingir em objetivo.
O objetivo primordial de uma empresa é a satisfação do cliente, razão de ser do empreendimento.
Para atingir o objetivo estabelecido para empresa devemos utilizar os recursos humanos, materiais e financeiros numa ação ordenada das chamadas funções administrativas: planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar.

28/02/97

PLANEJAR
É ordenar os idéias, estabelecendo o objetivo da empresa e fixando o tempo que levará para atingi-lo. É quantificar e qualificar os recursos que serão utilizados e fixar as metas antes do objetivo.

ORGANIZAR
É fundamentalmente arrumar o que se faz no dia-a-dia, pois uma pessoa desarrumada com suas coisas pessoais jamais conseguirá organizar o que quer que seja, e transmitirá para a empresa o seu modo pessoal de organização. A organização deve começar pela própria pessoa.

COORDENAR
É motivar os recursos humanos a agir de forma harmoniosa na utilização dos recursos materiais e financeiros, em benefício comum dos objetivos da empresa.

DIRIGIR
É determinar o que deve ser feito em cada ação para que seja atingido os objetivos.

CONTROLAR
É estabelecer padrões de avaliação, acompanhar operação da empresa, coletando dados relativo ao desempenho de cada setor, avaliando este desempenho em relação aos padrões, fixando correções no desempenho operacional dessa empresa.

COMUNICAÇÃO
Comunicação entre os seres humanos é uma das coisas mais críticas que existe, especialmente na língua portuguesa, onde nem sempre o que se pretende comunicar é o que acaba sendo escrito.
Uma boa comunicação exige clareza, discrição e uma linguagem no nível de quem recebe a comunicação. Saber ouvir é importante. Quem recebe uma comunicação e não consegue interpretá-la, não pode dizer que sabe se comunicar.

LIDERANÇA
A liderança pode ser definida como a habilidade que uma pessoa tem de exercer influência interpessoal, utilizando os meios de comunicação que levem as outras pessoas a se envolverem e participar do processo operacional de uma empresa, empregando toda a sua criatividade para atingir um determinado objetivo.
Existe uma diferença entre liderança encarada como um atributo pessoa, onde o indivíduo influencia as pessoas por ter qualidades pessoais reconhecidas por todos, e a liderança derivada de uma função na empresa decorrente da atribuição de autoridade de uma cadeia de comando.
O comportamento de um líder, voltado para o planejamento, informação, avaliação de controle, além do estímulo e recompensa deve auxiliar o grupo a atingir seus objetivos.



sábado, 28 de maio de 2011

Imposto de renda


O imposto sobre a renda ou imposto sobre o rendimento é um imposto existente em vários países, em que cada pessoa ou empresa é obrigada a deduzir uma certa porcentagem de sua renda média anual para o governo. Esta porcentagem pode variar de acordo com a renda média anual, ou pode ser fixa em uma dada porcentagem.

Brasil

No Brasil, o imposto de renda é cobrado (ou pago) mensalmente (existem alguns casos que a mensalidade é opcional pelo contribuinte) e no ano seguinte o contribuinte prepara uma declaração de ajuste anual de quanto deve do imposto (ou tem restituição de valores pagos a mais), sendo que esses valores deverão ser homologados pelas autoridades tributárias. Os contribuintes se dividem em:

1. Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF)
2. Imposto sobre Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ)

Para o ano de 2005, o limite de isenção para pessoas físicas foi de ganhos até R$ 13.965,00 neste ano, ou seja, R$ 1.163,00 mensais. Para o ano de 2006, o limite de isenção para pessoas físicas foi de ganhos até R$ 14.992,32. Entre os valores de R$ 14.992,33 e 29.958,88, a alíquota aplicável é de 15%, e do resultado desconta-se a parcela de R$ 2.248,87. A valores acima aplica-se a alíquota de 27,5%, descontando-se do resultado a quantia de R$ 5.993,73, encontrando-se o valor devido do Imposto de Renda.

A declaração de ajuste anual é obrigatoriamente feita através de um software próprio que pode ser obtido no sítio da Receita Federal. A transmissão das informações é obrigatoriamente feita pela internet. Dentro da política federal de gradual migração para plataformas de software livre, o programa gerador da declaração de ajuste para pessoa física está disponível também na plataforma Java, permitindo seu uso em sistemas operacionais como Linux e MacOS.

Declaração Anual de Ajuste

Anualmente os brasileiros precisam declarar à Receita Federal o IRPF - Imposto de Renda da Pessoa Física[1]. Em 2008, o período de entrega foi entre 3 de março e 30 de abril. A entrega pôde ser feita gratuitamente, pela internet e pelas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, a um custo de R$ 3,50, em formulário nas agências dos Correios. Fazendo com calma e estudando a declaração você pode conseguir economias importantes. Você só tem a ganhar. Além da economia, você fará a declaração com mais segurança. Com uma declaração bem feita você fica livre da malha fina e recebe a sua restituição mais rapidamente.

Deduções Importantes no Imposto de Renda 2009 · Doações - Estatuto da criança e do adolescente até R$ 41,73 · Despesas com instrução própria do contribuinte no Brasil ou no exterior. · Despesas com instrução de dependentes no Brasil ou exterior. · Despesas com instrução de alimentandos no Brasil ou exterior. · Médicos, dentistas, psicólogos, fisiot. e terap. ocupac. no Brasil ou no exterior. · Hospitais, clínicas e laboratórios no Brasil ou no exterior. · Planos de saúde apenas no Brasil.

Nota Fiscal com CNPJ da empresa / Recibo com CNPJ ou CPF Declaração de Imposto de Renda 2009 Pessoa Física – Até 30 de abril IRPF.

Estão obrigados a apresentar a declaração Anual de Ajuste

* contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$16.473,72 (2009, ano-base 2008)
* contribuinte que recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis – como indenização trabalhista ou FGTS - ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$40 mil
* quem tinha posse ou propriedade em 31 de dezembro com valor superior a R$80 mil
* contribuinte que adquiriu receita bruta com atividade rural acima de R$82.368,60 (2009, ano-base 2008)
* contribuinte que fez operações em Bolsa
* quem participou do quadro societário de uma empresa
* contribuinte que alienou bens em que foi apurado ganho de capital com incidência do imposto

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Balanced Scorecard


Balanced Scorecard é uma metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida pelos professores da Harvard Business School, Robert Kaplan e David Norton, em 1992. Os métodos usados na gestão do negócio, dos serviços e da infra-estrutura, baseiam-se normalmente em metodologias consagradas que podem utilizar a TI (tecnologia da informação) e os softwares de ERP como soluções de apoio, relacionando-a à gerência de serviços e garantia de resultados do negócio. Os passos dessas metodologias incluem: definição da estratégia empresarial, gerência do negócio, gerência de serviços e gestão da qualidade; passos estes implementados através de indicadores de desempenho.

O BSC (Balanced Scorecard) foi apresentado inicialmente como um modelo de avaliação e performance empresarial, porém, a aplicação em empresas proporcionou seu desenvolvimento para uma metodologia de gestão estratégica.

Os requisitos para definição desses indicadores tratam dos processos de um modelo da administração de serviços e busca da maximização dos resultados baseados em quatro perspectivas que refletem a visão e estratégia empresarial:

* financeira;
* clientes;
* processos internos;
* aprendizado e crescimento.

É um projeto lógico de um sistema de gestão genérico para organizações, onde o administrador de empresas deve definir e implementar (através de um Sistema de informação de gestão, por exemplo) variáveis de controle, metas e interpretações para que a organização apresente desempenho positivo e crescimento ao longo do tempo.

BSC (Balanced Scorecard) é uma sigla que pode ser traduzida para Indicadores Balanceados de Desempenho, ou ainda para Campos (1998), Cenário Balanceado. O termo “Indicadores Balanceados” se dá ao fato da escolha dos indicadores de uma organização não se restringirem unicamente no foco econômico-financeiro, as organizações também se utilizam de indicadores focados em ativos intangíveis como: desempenho de mercado junto a clientes, desempenhos dos processos internos e pessoas, inovação e tecnologia. Isto porque a somatória destes fatores alavancará o desempenho desejado pelas organizações, conseqüentemente criando valor futuro.

Segundo Kaplan e Norton (1997, p. 25), o Balanced Scorecard reflete o equilíbrio entre objetivos de curto e longo prazo, entre medidas financeiras e não-financeiras, entre indicadores de tendências e ocorrências e, ainda, entre as perspectivas interna e externa de desempenho. Este conjunto abrangente de medidas serve de base para o sistema de medição e gestão estratégica por meio do qual o desempenho organizacional é mensurado de maneira equilibrada sob as quatro perspectivas. Dessa forma contribui para que as empresas acompanhem o desempenho financeiro, monitorando, ao mesmo tempo, o progresso na construção de capacidades e na aquisição dos ativos intangíveis necessários para o crescimento futuro.

Portanto, a partir de uma visão balanceada e integrada de uma organização, o BSC permite descrever a estratégia de forma muito clara, por intermédio de quatro perspectivas: financeira; clientes; processos internos; aprendizado e crescimento. Sendo que todos se interligam entre si, formando uma relação de causa e efeito.

Desde que foi criado, o BSC vem sendo utilizado por centenas de organizações do setor privado, público e em ONG’s no mundo inteiro e foi escolhido pela renomada revista Harvard Business Review como uma das práticas de gestão mais importantes e revolucionárias dos últimos 75 anos.


O Balanced Scorecard

O seu surgimento está relacionado com as limitações dos sistemas tradicionais de avaliação de desempenho, o que não deixa de ser um dos problemas do planeamento estratégico, uma importante ferramenta de gestão estratégica.

O BSC motiva melhorias não incrementais em áreas críticas, tais como desenvolvimento de produtos, processos, clientes e mercados.

O início dos estudos que deram origem ao BSC remonta à década de 90, quando o Instituto Nolan Norton, ligado à KPMG (hoje chamada Bearing Point), patrocinou um estudo de um ano de duração com doze empresas cuja motivação se baseava na crença de que os métodos existentes de avaliação do desempenho empresarial baseados nos indicadores contábeis e financeiros prejudicavam a capacidade das empresas de criar valor econômico.

O BSC organiza-se em torno de quatro perspectivas: financeira, do cliente, interna e de inovação e aprendizado. O nome Balanced Scorecard reflete o equilíbrio entre os objetivos de curto e longo prazos; entre medidas financeiras e não-financeiras; entre indicadores de tendência e ocorrências; entre perspectiva interna e externa do desempenho.

As experiências de aplicação do BSC revelam que executivos arrojados utilizam o BSC não apenas como um instrumento de medida do desempenho organizacional, mas também como ferramenta de gestão, sendo também utilizado para estabelecer metas individuais e de equipes, remuneração, alocação de recursos, planejamento, orçamento, feedback e aprendizagem estratégica.

O BSC não é um fim em si mesmo, mas uma ferramenta de gestão sob a qual orbita um novo modelo organizacional chamado de Organização Orientada para a Estratégia. Nessas organizações, o BSC é utilizado para alinhar as unidades de negócio, as unidades de serviço compartilhado, as equipes e os indivíduos em torno das metas organizacionais gerais, ou seja, alinhá-los à estratégia da empresa.

Definição do BSC

Kaplan & Norton definiram inicialmente o BSC como um sistema de mensuração do desempenho e posteriormente, como um sistema de gestão estratégica.

O BSC também é classificado como um sistema de suporte à decisão, pois pretende reunir os elementos-chave para poder acompanhar o cumprimento da estratégia. Esta definição recebe críticas, pois ele abrange mais do que a tomada de decisão, focando também a comunicação da estratégia e o feedback de seu cumprimento.

O BSC é um sistema que materializa a visão e o crescimento. Tais medidas devem ser interligadas para comunicar um pequeno número de temas estratégicos amplos, como o crescimento da empresa, a redução de riscos ou o aumento de produtividade.

Objetivos do BSC

O principal objetivo do BSC é o alinhamento do planejamento estratégico com as ações operacionais da empresa. Esse objetivo é alcançado pelas seguintes ações:

* Esclarecer e traduzir a visão e a estratégia - É frequente as organizações possuírem uma visão e estratégias que não são devidamente esclarecidas e discutidas. A clarificação e tradução da visão estratégica, pelos membros da organização, facilita o seu sucesso. Definir o mapa estratégico através de uma sequência de relações causa e efeito entre resultados e vetores de desempenho o Balanced Scoredcard ajuda a esclarecer as ações a empreender. Este método também contribui para a criação de consensos, entre os gestores, da visão e estratégia da organização.

* Comunicar e associar objetivos e medidas estratégicos - Comunicar e interligar objectivos e indicadores estratégicos - o comprometimento dos colaboradores com a organização só existe quando as metas que visam obter se encontram alinhadas com os objectivos e expectativas dos gestores. Se o sucesso da organização depende dos objectivos estratégicos da organização serem atingidos, tal meta só se afigura possível quando os colaboradores os conhecem e reconhecem como seus. O colaborador esforçar-se-á na mesma medida e proporção em que conhecer as intenções estratégicas da empresa e se rever nelas. A estratégia de comunicação poderá sustentar-se no próprio canal interno de comunicação, a intranet, newsletters, por ex.

* Planejar, estabelecer metas e alinhar iniciativas estratégicas - os gestores devem identificar metas desafiantes para os seus funcionários, definir processos internos, planejar a performance financeira e o crescimento. A definição de objetivos conduz à mensuração dos mesmos comprometendo os colaboradores na redução do tempo de execução das tarefas; na introdução consolidada de produtos no mercado e no aumento da sua capacitação e competências.

* Melhorar o feedback e o aprendizado estratégico - permite monitorizar continuamente a organização, girando à volta de quatro questões/visões:

* Perspectiva Financeira – Como é que aparecemos aos nossos acionistas?
* Perspectiva de Clientes – Como é que os clientes nos vêem?
* Perspectiva de processos internos – Em que temos de ser excelentes?
* Perspectiva de aprendizagem e crescimento – Como podemos melhorar e criar valor?

Responder aos desafios colocados por estas quatro questões permite ajustar continuamente a estratégia e mudá-la quando necessário. A resposta permanente a estas quatro questões permite realizar uma mensuração simultaneamente financeira e não financeira, inerente ao sistema de informação alargado a todos os níveis da organização. Equilibra indicadores externos para accionistas e indicadores internos de processos, inovação, aprendizagem e crescimento; equilibra os resultados do esforço passado e os indicadores dos desempenhos futuros; equilibra indicadores quantificáveis e indicadores subjectivos de desempenho.

Componentes do BSC

Mapa estratégico
Descreve a estratégia da empresa através de objetivos relacionados entre si e distribuídos nas quatro dimensões (perspectivas).

Objetivo estratégico
O que deve ser alcançado e o que é crítico para o sucesso da organização.

Indicador
Como será medido e acompanhado o sucesso do alcance do objetivo. Qualquer indicador deve cumprir os seguintes requisitos:

* Ser claro, transmitir informação clara e confiável sobre o evento a analisar;
* Fácil de obter, mediante o acesso intuitivo a uma aplicação informática;
* Coerente com os fins estabelecidos, com a Visão e Missão da organização, medindo e controlando os resultados alcançados;
* Adequado e oportuno, estando disponível para a tomada de decisão;
* Ter a sua unidade de medida correctamente identificada: números absolutos (n.º), percentagens (taxas de crescimento, pesos) (%), dias, horas, euros, ...;
* Ter um responsável designado capaz de actuar sobre os indicadores.

Meta
O nível de desempenho ou a taxa de melhoria necessários.

Plano de ação
Programas de ação-chave necessários para se alcançar os objetivos.


Alternativas ao BSC

Existem diversos modelos conceituais na literatura de administração e contabilidade que se assemelham ou se complementam ao BSC.

* Modelo de balanced scorecard de Maisel;
* Pirâmide da performance;
* PEMP;
* Tableau de Bord;
* Gerenciamento pelas diretrizes;
* O Balanced Scorecard numa Autarquia Local;
* Sustainability Scorecard - SSC;
* Strategic Activity System - SAS.

Perspectivas no BSC

O BSC decompõe a estratégia de uma maneira lógica, baseando-se em relações de causa e efeito, vetores de desempenho e relação com fatores financeiros.

É decomposto em objetivos, indicadores, metas e iniciativas, nas quatro dimensões de negócio:

* Financeira;
* Clientes;
* Processos internos;
* Aprendizado e crescimento.

Perspectiva financeira

O BSC deve contar a história da estratégia, começando pelos objetivos financeiros de longo prazo e relacionando-os às ações que precisam ser tomadas em relação às demais perspectivas, para que o desempenho econômico seja alcançado no longo prazo. É necessário a preocupação da empresa na visão do cliente, identificando suas necessidades, anseios e conquistando a fidelidade dos clientes existentes e buscando novos clientes. O principal objectivo de uma empresa é conseguir obter retornos do capital investido, pelo que a vertente financeira assume um papel preponderante. Também no BSC a vertente financeira está presente, sendo os indicadores financeiros fundamentais para concluir acerca das consequências inerentes às ações levadas a cabo pela empresa. A elaboração do BSC deverá funcionar como um estímulo a que as diferentes unidades de negócio da empresa estabeleçam objetivos financeiros, sempre de acordo com a estratégia global da empresa. Os objetivos e indicadores da perspectiva financeira do BSC devem ser definidos tendo em conta a fase em que se encontra a empresa e as suas unidades de negócio. A esta perspectiva poderá também chamar-se perspectiva do acionista, em virtude de serem eles os principais interessados na empresa, procurando a melhor rentabilidade para o capital investido, logo dando uma importância extrema às questões financeiras.
[editar] Perspectiva dos clientes

A perspectiva dos clientes do BSC traduz a missão e a estratégia da empresa em objetivos específicos para segmentos focalizados que podem ser comunicados a toda a organização. Além disso, permite a clara identificação e avaliação das propostas de valor dirigidas a esses segmentos.

É inquestionável que cada vez mais as empresas se voltam para o exterior, para os clientes e para o mercado onde estão inseridas, tendo como principal objectivo a satisfação das suas necessidades, sabendo que é esta a única forma de sustentar a rentabilidade no longo prazo. Segundo a perspectiva do cliente, deve ser utilizado um conjunto de indicadores relativos ao mercado, a clientes e a potenciais clientes, devendo estabelecer-se entre eles uma cadeia de relações: quota de mercado; retenção de clientes; aquisição de clientes; satisfação de clientes e rendibilidade de clientes.

Cada vez mais as empresas procuram oferecer aos seus clientes um mix de produto, preço, serviço, relacionamento e imagem, no sentido de ir ao encontro das suas necessidades, procurando conquistá-los e fidelizá-los. Segundo Kaplan e Norton (1996), o conjunto de ofertas de valor deve ser sempre específico e próprio de cada empresa. No entanto, deve incluir factores-chave, que determinam a satisfação dos clientes, nomeadamente o prazo de entrega, a qualidade e o preço.

Perspectiva dos processos internos

Constitui-se na análise dos processos internos da organização, incluindo a identificação dos recursos e das capacidades necessárias para elevar o nível interno de qualidade. Contudo, cada vez mais, os elos entre os processos internos da companhia e os de outras, das companhias colaboradoras, estão muito unidos, a ponto de exigirem que também sejam considerados.

O BSC considera os processos internos de toda a cadeia de valor da empresa e inclui o processo de inovação, de operações e de pós-venda.

O desempenho de qualquer organização perante os clientes é determinado pelos processos, decisões e acções desenvolvidas no seu interior. Na perspectiva do BSC, a empresa deve identificar quais as atividades e quais os processos necessários para assegurar a satisfação das necessidades dos clientes. Os indicadores internos do BSC devem focar-se nos processos internos que terão maior impacto na satisfação dos clientes e também na satisfação dos objectivos financeiros da empresa. Assim, os gestores deverão ser capazes de identificar quais os processos e competências onde a empresa pode obter vantagens competitivas o que lhe permitirá diferenciar-se da concorrência. Estas vantagens competitivas têm origem em diversas actividades que a empresa executa, desde o planejamento, o marketing, a produção, a entrega e acompanhamento pós-venda do seu produto. Kaplan e Norton (1992) consideram que existe um modelo genérico de cadeia de valor pelo qual todas as empresas se podem reger quando da concepção da perspectiva interna do BSC, embora cada empresa tenha um conjunto de actividades específico que leva à criação de valor. Este modelo de cadeia de valor inclui três processos internos principais:

* Processo de inovação;
* O processo operacional;
* O processo de serviço pós-venda.

O processo de inovação é um processo de pesquisa das necessidades dos clientes e de criação de produtos/serviços para os satisfazer.

O processo operacional está relacionado com a produção de produtos/serviços que existem na empresa e a consequente entrega aos clientes. O serviço pós-venda consiste no serviço que é prestado ao cliente após a venda do produto.

Perspectiva do aprendizado e crescimento

O objetivo desta perspectiva é oferecer a infraestrutura que possibilita a consecução de objetivos ambiciosos nas outras perspectivas.

A habilidade de uma organização inovar, melhorar e aprender relaciona-se diretamente com seu valor.

Essa perspectiva apresenta objetivos voltados à capacidade dos funcionários, dos sistemas de informação e à motivação, empowerment e alinhamento.

Assim, o contributo do Balanced Scorecard (BSC) para os gestores funciona como um sistema de medida multidimensional que os vai auxiliar nas tomadas de decisão da forma mais racional possível, aumentando a transparência e a partilha da informação dentro das Organizações. Com esta ferramenta (BSC) o gestor terá a capacidade de analisar os resultados passados (medidas retrospectivas)e os prováveis resultados futuros (medidas prospectivas)a alcançar, bem como, incorporar os aspectos internos e externos da empresa. O gestor tem noção da importância da informação financeira para a avaliação da empresa, no entanto, esta não é suficiente, pelo que deverá ser realizada uma análise ao nível da informação integrada e sistemática sobre uma panóplia de indicadores relevantes. Esta metodologia do BSC retoma os principios anteriormente desenvolvidos através do designado "Tableau de Bord". Podemos concluir que a Organização deve ser particularmente cuidadosa com aquilo que "mede", ou seja,, presume-se que, mais do que avaliar o passado, é importante extrair dos resultados passados conselhos e experiência para o futuro.

Nesta perspectiva do BSC, deve identificar-se qual a infra-estrutura que a empresa deve adoptar para poder crescer e desenvolver-se no longo prazo. Assim sendo, toda a envolvente interna da empresa (trabalhadores, gestores) deve trabalhar em conjunto no processo contínuo de aprendizagem e aperfeiçoamento da organização. Kaplan e Norton (1996) defendem que existem três fontes para a aprendizagem e crescimento da empresa que são as pessoas, os sistemas e os procedimentos organizacionais. A finalidade desta perspectiva do BSC consiste em investir na reciclagem e requalificação dos trabalhadores, na melhoria dos sistemas de informação e no alinhamento de procedimentos e rotinas da empresa.

O BSC deve procurar:

* Só conter a informação necessária e suficiente, tanto em qualidade como em quantidade, tendo em consideração os resultados a obter;
* Ser concebido de forma estrutural, em cascata, agregando as variáveis e/ou indicadores chave desde o nível mais elementar ao nível mais alto, de modo a ir agregando indicadores até chegar aos mais resumidos, ou seja, às variáveis chave de cada área de responsabilidade;
* Destacar o que realmente é relevante para a tomada de decisão;
* Utilizar a representação gráfica para as variáveis chave e/ou indicadores chave de apoio à tomada de decisão para melhorar a percepção;
* Conceber de forma normalizada para facilitar a leitura e interpretação em todos os níveis na organização.

Etapas de modelagem do BSC

Etapa 1 - Arquitetura do programa de medição
O grande objetivo desta etapa é promover uma compreensão e uma análise crítica dos direcionadores de negócio e da visão de futuro. Um segundo objetivo é resgatar as diretrizes estratégicas, analisando sua coerência com os direcionadores de negócio e visão de futuro.
Etapa 2 - Inter-relacionamento de objetivos estratégicos
As atividades desta etapa implicam alocar os objetivos estratégicos nas quatro dimensões do BSC, correlacionando-as entre si. Nesse processo poderão ou não surgir lacunas no inter-relacionamento, que deverão ser eliminadas ou preenchidas a partir de novas discussões e análises do planejamento estratégico da organização.
Etapa 3 - Escolha e elaboração dos indicadores
O objetivo essencial da seleção de indicadores específicos para o BSC é a identificação dos indicadores que melhor comuniquem o significado da estratégia que foi estabalecida.
Etapa 4 - Elaboração do plano de implementação
Uma vez definidos os indicadores associados aos diferentes objetivos estratégicos, definam-se metas, planos de ação e responsáveis, a fim de direcionar a implementação da estratégia.

Um projeto típico de formulação e implantação de um BSC pode durar 16 semanas, porém nem todo esse tempo é ocupado com as atividades do BSC. Grande parte do tempo é determinado pela disponibilidade dos executivos para entrevistas, workshops e reuniões.

Benefícios do BSC

* Alinhamento de indicadores de resultado com indicadores de tendência;
* O BSC considera diferentes grupos de interesse na análise e execução da estratégia;
* Comunicação da estratégia;
* O BSC é direcionado e focado nas ações;
* O BSC é um instrumento flexível e considera o planejamento estratégico um ser vivo a ser testado e monitorado continuamente;
* Alinhamento da organização com a estratégia;
* Promove a sinergia organizacional;
* Constrói um sistema de gestão estratégica e vincula a estratégia com planejamento e orçamento;

Crítica ao BSC

* Alguns usuários confundem os fins com os meios. O BSC é um meio de promover a estratégia;
* Na vida real, a associação entre causa e efeito que o BSC prega, raramente é clara o suficiente. Na maioria das situações, devemos nos contentar em incluir a maioria das medidas certas no BSC, sem tentar imaginar qual é a relação entre elas;
* Pontos fracos do BSC:
o Relações de causa e efeito unidirecionais e muito simplistas;
o Não separa causa e efeito no tempo;
o Ausência de mecanismos para validação;
o Vínculo entre estratégia e a operação insuficiente;
o Muito internamente focado;
o A ausência de uma base histórica suficiente para análise de um indicador pode levar a conclusões imprecisas.

Conclusões :

Pode-se dizer que o BSC apresenta uma ordenação de conceitos e idéias preexistentes de uma forma lógica, objetiva e inteligente. Sua correta aplicação implica uma série de benefícios, como integração de medidas financeiras e não-financeiras, comunicação e feedback da estratégia, vínculo da estratégia com planejamento e orçamento, garantia de foco e alinhamento organizacional, entre outros. Entretanto, não pode ser considerado como uma panacéia e como única alternativa para todos os males do planejamento estratégico e da administração estratégica.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Produção


A Teoria da Produção é uma teoria que faz parte da teoria microeconomica integrada. A teoria da produção é sobre o processo de produção ,ou seja, o processo de conversão dos fatores de produção nos produtos finais. Os fatores de produção são bens cuja utilidade é derivada da sua capacidade em ser convertidos em bens finais.

A relação entre as funções de produção, em relação a variação do produto final em relação a variação da aplicação de um fator de produção especifico ou a variação de todos os fatores simultaneamente é o tópico central dessa teoria.

Podemos definir produção como qualquer utilização dos recursos que converte ou transforma uma mercadoria em uma mercadoria diferente no tempo e/ou no espaço.

A função de produção mostra a produção máxima que uma empresa pode obter para cada combinação específica de insumos.

Microeconomia

A microeconomia ou teoria dos preços analisa a formação de preços no mercado, isto é, como a empresa e o consumidor se interagem e decidem o preço e a quantidade de um produto ou serviço. Estuda o funcionamento da oferta e da demanda (procura) na formação do preço.

A microeconomia se preocupa em explicar como é fixado o preço e seus fatores de produção. Divide-se em:

• Teoria do Consumidor: Estuda a preferência do consumidor analisando seu comportamento, suas escolhas, as restrições quanto a valores e a demanda de mercado.

• Teoria de Empresa: Estuda a reunião do capital e do trabalho de uma empresa a fim de produzir produtos conforme a demanda do mercado e a oferta dos consumidores dispostos a consumi-los.

• Teoria da Produção: Estuda o processo de transformação da matéria-prima adquirida pela empresa em produtos específicos para a venda no mercado. A teoria da produção se refere os serviços como transportes, atividades financeiras, comércio e outros.

sábado, 28 de agosto de 2010

Economia Solidária


Economia solidária é uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza (economia) centrada na valorização do ser humano e não do capital. Tem base associativista e cooperativista, e é voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços de modo autogerido, tendo como finalidade a reprodução ampliada da vida. Preconiza o entendimento do trabalho como um meio de libertação humana dentro de um processo de democratização econômica, criando uma alternativa à dimensão alienante e assalariada das relações do trabalho capitalista.

Além disso, a Economia Solidária possui uma finalidade multidimensional, isto é, envolve a dimensão social, econômica, política, ecológica e cultural. Isto porque, além da visão econômica de geração de trabalho e renda, as experiências de Economia Solidária se projetam no espaço público, no qual estão inseridas, tendo como perspectiva a construção de um ambiente socialmente justo e sustentável; vale ressaltar: a Economia Solidária não se confunde com o chamado "Terceiro Setor" que substitui o Estado nas suas obrigações legais e inibe a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores, enquanto sujeitos protagonistas de direitos. A Economia Solidária reafirma, assim, a emergência de atores sociais, ou seja, a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores como sujeitos históricos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Deflação

A Deflação caracteriza uma diminuição relativamente longa do nível geral de preços numa zona económica. Isto significa nomeadamente que a moeda em circulação ganha valor relativamente às mercadorias, serviços e moedas estrangeiras.

A Deflação é então o conceito oposto a inflação.

A Deflação difere da Desinflação, período de diminuição do ritmo de aumento dos preços.

Efeitos da deflação

A Deflação corresponde à diminuição do Índice dos Preços no Consumidor (IPC). Está desconectada da evolução dos mercados financeiros.
Esta descida dos preços tem, paradoxalmente, repercussões negativas nos consumidores: qualquer pessoa que tenha dívidas (e.g. empréstimo imobiliário), vê aumentar a importância desta.

Os Bancos Centrais têm muito cuidado com os riscos de deflação, porque os instrumentos de politica monetária não funcionam para resolvê-la, e a deflação pode transformar-se numa espiral deflacionista.

Histórico

Os três exemplos mais clássicos de deflação são:

- A deflação que ocorreu na Europa no final do século XIX: este período de deflação acompanhou-se de um forte crescimento económico, graças aos saltos tecnológicos da energia eléctrica e dos transportes motorizados.

- A deflação que ocorreu depois do crash bolsista de 1929: entre 1930 e 1933, os preços diminuíram 27% nos Estados-Unidos, com uma diminuição em 40% dos salários e um forte nível de desemprego.

- A deflação que ocorreu no Japão entre 1990 e 2000, ano onde a taxa directora do Banco do Japão atingiu o nível 0.

Conceitos relacionados

A Inflação corresponde ao nível de aumento dos preços numa economia.

A Estagflação corresponde a uma inflação forte num contexto de fraco crescimento económico.

A Estabilidade de preços corresponde a uma inflação de quase 0%.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mercado cambial

O mercado onde ocorrem as trocas de moeda nacional por moeda internacional.

Os principais participantes do mercado de câmbio são:
-Bancos comerciais
-Corporações Internacionais (Multinacionais)
-Instituições financeiras não-bancárias (ex. fundos de pensão e corretoras)
-Bancos Centrais
-Comércio de câmbio entre os bancos

O mercado interbancário responde pela maioria das transações do mercado de câmbio.
Os bancos comerciais fazem a intermediação de transações dos clientes, de outros bancos e trabalham com recursos próprios a principal moeda utilizada é DOLAR Norte Americano.

Os bancos comerciais são os principais atores para transferir poder de compra entre países.
A transferência de recursos é feita eletronicamente e os bancos funcionam como “câmaras de compensação”. Um banco que tem excesso de moeda estrangeira vende para outro que precisa para seus clientes.

O mercado cambial transaciona mais de US$ 1 trilhão ao dia; a maior parte deste movimento é contábil. Exemplo: um importador no Brasil paga sua compra no exterior: sua conta é debitada em R$ aqui e o vendedor recebe um crédito em US$ no exterior.
O volume mundial da negociação de câmbio é enorme, e tem aumentado nos anos recentes.
Novas tecnologias,nas áreas de telecomunicação e informática, são utilizadas entre os principais centros de comércio de ativos financeiros (Londres, Nova Iorque, Tóquio, Frankfurt e Cingapura).

A integração dos centros financeiros implica que não podem existir lucros por arbitragem significativos.

O processo de comprar uma moeda barata e vendê-la mais cara.
Vale a Lei do Preço Único.
Moeda que é amplamente utilizada para denominar os contratos internacionais feitos por partes que não residem no pais que emite a moeda veículo.

Exemplo: Em 2001, cerca de 90% das transações entre bancos envolveram trocas de moedas estrangeiras por dólares norte-americanos.
Taxas de câmbio à vista
Aplicadas para transações de câmbio que ocorrem à vista.

Taxas de Câmbio Futuras
Aplicadas para transações de câmbio que ocorrem em uma data futura a uma taxa de câmbio pré-negociada.

As taxas de câmbio à vista e futura, embora não necessariamente iguais, movem-se quase juntas. As duas taxas tem uma correlação alta.
A taxa spot demora até 2 dias para ser liquidada; acima de dois dias é mercado futuro. Os contratos são para 30, 60, 90 e 180 dias.

O contrato especifica que em uma data futura haverá a entrega de moeda estrangeira a uma taxa acordada entre as partes.
Quem vende a futuro uma moeda estrangeira, está “vendido” em US$ e “comprado” em R$.
Vantagem de participar do mercado futuro de câmbio, (equivale a compra de uma apólice de seguro).

Exemplo: Um importador brasileiro compra uma máquina por US$ 100 e pode vende-la por R$ 215; se a taxa de câmbio for R$ 1,85 ele ganha R$ 30. O lucro depende da taxa de câmbio.
O importador não tem o dinheiro para liquidar a operação à vista. A máquina precisa ser vendida primeiro e depois fechar o câmbio.
Se o Real se desvalorizar abruptamente para R$ 2,3 o importador terá um prejuízo de R$ 15.
Para neutralizar este risco, o importador poderia fazer uma operação a futuro com seu banco. Se o banco concordar em vender dólares à R$ 2,0 em 30 dias, o importador tem a segurança de pagar R$ 200 por máquina, portanto de ter um lucro de R$ 15.
Este mercado surgiu em 1972, na Bolsa Mercantil de Chicago.
Os valores são padronizados; estão disponíveis algumas datas de vencimento e os lotes tendem a ser pequenos.

Inflação

Em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Isso é equivalente ao aumento no nível geral de preços. Inflação é o oposto de deflação. Inflação zero, ou muito baixa, é uma situação chamada de estabilidade de preços.

Em alguns contextos, a palavra inflação é utilizada para significar um aumento no suprimento de dinheiro e a expansão monetária, o que é às vezes visto como a causa do aumento de preços; alguns economistas (como os da Escola austríaca) preferem o primeiro significado, em vez de definir inflação pelo aumento de preços. Assim, por exemplo, alguns estudiosos da década de 1920 nos EUA referem-se a inflação, ainda que os preços não estivessem aumentando naquele período. Mas de um modo geral, a palavra inflação é usada como aumento de preços, a menos que um significado alternativo seja expressamente especificado. Outra distinção também se faz quando analisam-se os efeitos internos e externos da inflação: externamente, a inflação se traduz mais por uma desvalorização da moeda local frente a outras, e internamente ela se exprime mais no aumento do volume de dinheiro e aumento dos preços.

Um exemplo clássico de inflação foi o aumento de preços no Império Romano, causado pela desvalorização dos denários que, antes confeccionados em ouro puro, passaram a ser fabricados com todo tipo de impurezas. O imperador Diocleciano, ao invés de perceber essa causa, já que a ciência econômica ainda não existia, culpou a avareza dos mercadores pela alta dos preços, promulgando em 301 um edito que punia com a morte qualquer um que praticasse preços acima dos fixados.

A inflação pode ser contrastada com a reflação, que é ou um aumento de preços de um estado deflacionado, ou alternativamente, uma redução na taxa de deflação (ou seja, situações em que o nível geral de preços está caindo em uma taxa decrescente). Um termo relacionado é desinflação, que é uma redução na taxa de inflação, mas não o suficiente para causar deflação.

Processos inflacionários

Os processos inflacionários podem ser classificados, segundo algumas características como:

* Inflação prematura - processo inflacionário gerado pelo aumento dos preços sem que o pleno emprego seja atendido.
* Inflação reprimida - processo inflacionário gerado pelo congelamento dos preços por parte do governo.
* Inflação de custo - processo inflacionário gerado pelo aumento dos custos de produção.

Por causa de uma redução na oferta de fatores de produção, o seu preço aumenta, com o custo dos fatores de produção mais altos, a produção se reduz e ocorre uma redução na oferta dos bens de consumo aumentando seu preço. Ocorre, ceteris paribus, quando a produção se reduz.

* Inflação de demanda - processo inflacionário gerado pelo aumento do consumo com a economia em pleno emprego. Ou seja, os preços sobem por que há aumento geral da demanda sem um acompanhamento no crescimento da oferta.

Esse tipo de inflação é causada também pela emissão elevada de moeda e aumento nos níveis de investimento, pois, ceteris paribus, passa a haver muito dinheiro à cata de poucas mercadorias. Uma das formas utilizadas para o controle de uma crise de inflação de demanda, é um redução na oferta de moeda, que gera uma redução no crédito, e conseqüente desaceleração econômica. Outra alternativas são o aumento de tributos, elevação da taxa de juros e das restrições de crédito.

Há ainda aqueles que discutem a chamada inflação (por razão) estrutural, proposta pela CEPAL, que tem a ver com alguma questão especifica de uma determinado mercado, como pressão de sindicatos, tabelamento de preços acima do valor de mercado (caso do salário mínimo), imperfeições técnicas no mecanismo de compra e venda.

Outro tipo de inflação, também muito danoso, é a Inflação Inercial, onde há um circulo vicioso de elevação de preços, taxas e contratos, com base em índices de inflação passados. Quase na mesma linha, podemos citar ainda a Inflação de Expectativas, consequência de um aumento de preços provocados pelas projeções dos agentes sobre a inflação.

Distorções

A inflação é responsável por diversas distorções na economia. As principais distorções acontecem na Distribuição de Renda (já que assalariados não tem a mesma capacidade de repassar os aumentos de seus custos, como fazem empresários e governos, ficando seus orçamentos cada vez mais reduzidos até a chegada do reajuste), na Balança de Pagamentos (inflação interna maior que a externa causa encarecimento do produto nacional com relação ao importado o que provoca aumento nas importações e redução nas exportações), na Formação de Expectativas (diante da imprevisibilidade da economia, o empresariado reduz seus investimentos), no Mercado de Capitais (causa migração de aplicações monetárias para aplicações em bens de raiz (terra, imóveis), e também a Ilusão Monetária (interpretação errada da relação de ajuste do salário nominal com o salário real, que gera percepção de maior renda e consequentemente decisões equivocadas. As pessoas, julgando-se mais ricas, demandam mais bens e serviços e, com oferta a pleno emprego, causa inflação).

O papel da inflação na economia

Um efeito da inflação de pequena escala é que se torna mais difícil renegociar alguns preços, e particularmente contratos e salários, para valores mais baixos—então com o aumento geral de preços é mais fácil para que os preços relativos se ajustem. Muitos valores são bastante inelásticos para baixo, e tendem a subir; logo, os esforços para manter uma taxa zero de o nivel aumenta) irão punir outros setores com queda de preços, lucros e empregos. Por conta disso alguns economistas e executivos vêem essa inflação suave como um mecanismo de "lubrificação" do comércio. Segundo algumas escolas de economia, esforços para manter uma estabilidade completa de preços podem também levar à deflação (queda constante de preços), que podem ser bastante destrutiva, estimulando falências, concordatas e finalmente a recessão, que é o "descontrole" ou "descomando", da economia, alertado por Keynes, em sua obra que foi editada finalmente em 1936, conhecida desde então por todos os economistas do "Mundo das Ciências Econômicas".

Muitos na comunidade financeira lembram do "risco escondido" da inflação como um incentivo essencial para o investimento, ao invés da simples poupança, riqueza acumulada. A inflação, desta perspectiva, é vista como a expressão no mercado do valor temporal do dinheiro ou mais precisamente moeda, no chamado "economês" (linguagem da do mundo da ciência econômica). Ou seja, se um real hoje é mais valioso que um real daqui a um ano, devido à desvalorização dos meios de produção, fonte desse real, então, deve haver uma desvalorização também do real na economia como um todo, no futuro. Desta perspectiva, a inflação representa a incerteza ou sobre - valorização de "algo" que na verdade não existe, ou seja sobre o valor ou "renda, composta da e na moeda no e do futuro".

Segundo os economistas da Escola austríaca, a inflação (no sentido clássico), provoca efeitos sobre a estrutura de produção da economia. Numa re-acomodação, no que seria uma forma de dessa forma se fazer algo para socialmente se posicionasse redistribuindo rendas e causando uma desproporcionalidade sem rejeição, em relação ao volume de demanda para os vários setores da economia, o que Keynes, concorda, já que os preços não mudam todos juntos (ceteris paribus); e sim cada um com diferente intensidade econométrica. No caso de inflação monetária, da moeda, em si, em que a moeda é injetada no mercado de crédito(que é a moeda); o que acaba por se tornar em investimentos ineficientes aos que são criados, e o que leva finalmente, às crises econômicas.

A inflação, entretanto, além destas conseqüências tem vários outros efeitos crescentemente negativos na economia. Efeitos que se relacionam com o "abatimento" de atividade econômica prévia. Desde que a inflação é geralmente resultado de políticas erradas, governamentais; segundo Keynes, para aumentar a disponibilidade de moeda, pois a moeda TEM QUE SER REAL, dessa forma, a contribuição do governo para um ambiente inflacionário é vista como uma variação para mais ou para menos na chamada "taxa sobre a moeda em circulação", o "JURO", como controle ou COMANDO. Com o aumento ou diminuição da inflação; aumenta ou diminui, desse peso, sobre o dinheiro em circulação—isso por sua vez promove um aumento da velocidade, na fórmula de Keynes(vide obra), de circulação do dinheiro, mais precisamente ou econometricamente moeda, o que por sua vez reforça para mais ou para menos o processo inflacionário (veja teoria quantitativa da moeda) de Keynes, em um ciclo virtuoso ou vicioso, que pode levar à hiperinflação ou ao equilíbrio.

* A crescente incerteza pode desestimular o investimento e a poupança.
* Redistribuição
o Haverá redistribuição da renda, que se transfere progressivamente daqueles com rendas fixas (locatários, por exemplo) para aqueles com rendas mais flexíveis.
o De modo similar será beneficiado o indivíduo que emprestou dinheiro ou moeda, a uma taxa fixa, pois a política, como vimos acima é dinâmica, e será prejudicado, na figura do emprestador, que foi surpreendido pela inflação, muitas vezes se suicida, como em 1929.
* Comércio exterior: se a taxa de inflação for maior do que a praticada em outros países, uma tarifa fixa de comércio será solapada pelo enfraquecimento da posição do país na balança comercial.
* Aumento dos custos relativos a maior velocidade de circulação do dinheiro ou mais precisamente moeda(o exemplo simples é das pessoas que precisarão ir mais ao banco). Também devem ser considerados os custos, para empresas, da mudança continuada de preços (por exemplo, restaurantes que precisam constantemente refazer seus cardápios, ou cestas de aplicação financeira com vistas ao mundo real e não financeiro, com sua "ciranda").
* hiperinflação: ou "ciranda"(vide processo hiperinflacionário da Nova República Brasileira(1985- 1995), onde, se a inflação ficar totalmente fora de controle, interfere pesadamente no funcionamento normal da economia; prejudicando sua capacidade REAL da oferta de bens.

Numa economia em que alguns setores são "indexados" ou "REALIZADOS ou CORRIGIDOS, quanto à inflação e outros não, ... - a inflação age como uma redistribuição em sentido dos setores indexados(O REAL, que verdadeiramente está crescendo) e afastando-se dos setores não-indexados(os FALSOS, super valorizados, uma vez que a Economia se apresenta INVERTIDA, procure entender usando Cálculo Matemático, em quadrantes diferentes de desenvolvimento Econômico).

Por conta destes efeitos nefastos(em quadrantes diferentes, usando-se Matemática e o Cálculo da Econometria), os bancos centrais costumam definir a estabilidade de preços como um objetivo primordial de suas políticas, com uma inflação perceptível, mas baixa, como ideal.

Por outro lado, segundo alguns economistas de formação heterodoxa, tais como Celso Furtado, a inflação não é um fenômeno meramente monetário: sua raiz está na questão distributiva, como Keynes também afirma, entre os grupos sociais de uma economia. Isto é, a inflação de preços é o meio pelo qual os grupos sociais ligados às atividades produtivas dispõem para ampliar a sua apropriação do acréscimo de renda criado no processo de crescimento econômico, levando a economia para novos equilíbrios distributivos entre esses grupos. Conforme o argumento de Furtado, se a inflação fosse um efeito meramente monetário e neutro em relação ao lado real da economia (o lado da produção de bens e serviços), sem afetar a distribuição de renda, o aumento generalizado de preços deveria ocorrer de forma proporcionalmente simétrico para todos os setores da economia e não é o que é empiricamente comprovado, defendendo a teoria de Keynes.

Medição da inflação

A medição da inflação é feita através de uma grandeza denominada núcleo da inflação: mede o que os economistas chamam de "coração da inflação". O Banco Central do Brasil utiliza o modelo de médias aparadas: ou seja, excluem-se as altas e baixas mais expressivas. Em outras palavras, todo o índice é bom, o segredo científico, da verdade científica está em não ficar mudando de indicador(palavras do Ministro Delfim Neto) pois mais cedo ou mais tarde será corrigido esse índice pelo levantamento científico dos valores, pelos órgão científicos competentes.

Um outro modelo é o utilizado pelo FED (o banco central americano): aqui, são excluídos do cálculo os preços de itens mais sujeitos a choques de custo, como alimentos e energia.


Histórico do Quadro Inflacionário no Brasil

Os índices de inflação no Brasil são medidos de diversas maneiras. Duas formas de medir a inflação ao consumir são o INPC, aplicado a famílias de baixa renda (aquelas que tenham renda de um a seis salários mínimos)e o IPCA, aplicado para famílias que recebem um montante de até quarenta salários mínimos.

Até 1994 a economia brasileira sofreu com inflação alta, entrando num processo de hiperinflação na década de 80. Esse processo só foi interrompido em 1994, com a criação do Plano Real e a mudança da moeda para o real (R$), atual moeda do país. Atualmente a inflação é controlada pelo Banco Central através da política monetária que segue o regime de metas de inflação.

Índices da inflação (IBGE)


* Década de 1930 = média anual de 6%;
* Década de 1940 = média anual de 12%;
* Década de 1950 = 19%
* Décadas de 1960 e 1970 = 40%
* Década de 1980 = 330%
o Nota = Entre 1985 e 1994 as taxas da inflação no Brasil foram altas.
* Entre 1990 a 1994 =média anual de 764%
* Entre 1995 a 2000 = média anual de 8,6%
* Ano de 2004 = 7,60%
* Ano de 2005 = 5,69% (IPCA): limite máximo na meta oficial = 7%; objetivo do governo = 5,1%;

Especificamente, temos o seguinte quadro inflacionário pelo IPCA cheio, no período 1998-2009:

* 1998 = 1,65%
* 1999 = 8,94%
* 2000 = 5,97%
* 2001 = 7,67%
* 2002 = 12,53%
* 2003 = 9,3%
* 2004 = 7,6%
* 2005 = 5,69%
* 2006 = 3,14%
* 2007 = 4,46%
* 2008 = 12,08%
* 2009 = 4,31%

A moeda nacional do Brasil mudou de nome várias vezes, principalmente nos períodos de altos índices de inflação em tal país. Na maioria das renomeações monetárias, foram cortados três dígitos de zero, estratégia esta que impediu que um quilo de carne custasse cerca de quatro milhões de unidades da moeda vigente, por exemplo.

* Até 1942: Real (Réis)
* De 1942 a 1967: cruzeiro
* De 1967 a 1970: cruzeiro novo
* De 1970 a 1986: cruzeiro
* De 1986 a 1989: cruzado
* De 1989 a 1990: cruzado novo
* De 1990 a 1993: cruzeiro
* De 1993 a 1994: cruzeiro real e Unidade Real de Valor (URV)
* De 1994 até hoje: Real

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Faça seu dinheiro render

Com o cenário favorável para o País, a expectativa da economia é também de crescimento para vários setores, entre eles imóveis. A valorização dos terrenos tem sido grande na cidade, mas é preciso pesquisar bem antes de comprar e não pegar carona no ânimo dos outros. Antes de adquirir o bem deve ser avaliada a área, a perspectiva de valorização do local e se o preço pago é justo ou barato em relação as possibilidades previstas e a qualidade do imóvel. Isso também vale para qualquer tipo de aplicação.

Contas
O economista Henrique Marinho sugere que o momento é propício para aplicações de renda fixa pós-fixadas. E se tiver que renovar as operações do tipo pré-fixada que seja por no máximo 30 dias para ir avaliando a expectativa de inflação. Explica que a aplicação no Tesouro Direto é uma alternativa para médio e longo prazos (mais de um ano). ``O ideal nesse momento é comprar títulos pós-fixados``.

Marinho diz que para 2010 estão na lista dos prováveis melhores rendimentos a bolsa de valores, que deverá proporcionar um bom rendimento, apesar de muito inferior ao ano passado. ``Agora o rendimento será em função da retomada da economia.

Os demais ativos que poderão apresentar melhores desempenhos são os CDBs/RDBs, fundos de renda fixa, pós-fixados ou DI, porque acompanharão a possível elevação da Selic``, afirma. Acrescenta que para quem quer aplicar em ouro as perspectivas não são muito claras, porque depende do desempenho do dólar como moeda conversível e as perspectivas de retomada da economia americana não são claras, principalmente pelo seu atual perfil de dívida pública.

Quanto a imóveis, observa que as perspectivas são boas, mas lembra que este ativo não tem ``liquidez``, ou seja, não poderá ser transformado em dinheiro rapidamente. Mas é uma ótima aplicação de longo prazo para quem tem dinheiro para investir.

Poupança
Com um crescimento recorde no ano passado e aplicações milionárias, a poupança é considerada a aplicação mais conservadora do mercado, garantindo uma rentabilidade mínima. Hoje em 0,5% ao mês, mais a variação da Taxa de Referência (TR ). Embora vários analistas não destaquem esta opção, ela é a mais indicada para quem tem pouco dinheiro e não pode arriscar nenhum tipo de prejuízo.

Planejamento financeiro

Muitas vezes nos enganamos ao acreditar que temos habilidades múltiplas e conhecimento amplo e, por vezes, decidimos conduzir nossas vidas e nossos negócios, por nossa própria cabeça. A conseqüência é que algumas vezes pagamos um preço muito alto pela escolha deste caminho. Nas coisas complicadas e nas mais corriqueiras necessitamos do conhecimento do outro para nos auxiliar.

Quando o seu carro ``pifa``, a praxe é você procurar um mecânico profissional para diagnosticar o problema e resolver seu problema. Se a dificuldade é com a saúde, o médico é aquele em que depositamos nossa confiança e esperança para avaliar, diagnosticar e recomendar o tratamento adequado. Se por outro lado, o entrave é de ordem legal, o advogado é o especialista em quem confiamos a fim de encontrar o suporte e a orientação para a solução de nossos problemas. Poderíamos dar inúmeros exemplos de áreas de nossas em vidas que não temos ``know how`` e, que por isso, necessitamos de alguém que o tenha para nos dar a melhor orientação.

Assim, surge a figura do planejador financeiro que procura entender os objetivos, necessidades e expectativas do seu cliente, de forma ética e confidencial, para oferecer-lhe soluções específicas que melhor se adaptem à sua realidade e lhe dê segurança para tomar decisões de cunho financeiro, a curto, médio e longo prazos. Embora esta atividade já exista na Europa e Estados Unidos há mais de 100 anos, o Brasil despertou para a importância do planejador financeiro somente nos últimos vinte anos.

Em tempos de mercados financeiros vigorosos e cada vez mais complexos, o planejador financeiro, se apresenta como o profissional com expertise para ``ler`` a diversidade de ofertas e alternativas de investimento, tornando-se fundamental o seu aconselhamento para avaliar e orientar a escolha das melhores oportunidades para seus clientes.

Quem de nós já não se perguntou alguma vez se o melhor investimento é a aquisição de bens imóveis, se a taxa de juros do financiamento de sua casa é excessiva ou não, se seria mais rentável ariscar no mercado de ações ou investir na compra de um apartamento ou ainda se teremos suficientes recursos econômicos na aposentadoria para mantermos o mesmo nível de vida que levamos agora?

Todas estás perguntas devem ser respondidas em profundidade e detalhe para ajudar-nos a otimizar nossos recursos e para nos oferecer alternativas ante nossas dúvidas crescentes à medida que os recursos econômicos que manejamos se diluem numa infinidades de ofertas, que em muitos casos, a posteriori, comprovamos que não nos resultaram satisfatórias.

O planejador financeiro é o profissional que pode oferecer discernimento valioso aos que desejam equilíbrio e sucesso financeiro sobre os fatores que afetam a economia e, em última análise, as alternativas de investimento, gerenciamento de risco, planejamento financeiro, fiscal e sucessório.

O Brasil despertou para a importância do planejador financeiro

Melhor investimento

Num ano de muita expectativa em relação ao Brasil - crescimento de 5% a 6% do Produto Interno Bruto (PIB) - muita gente quer saber onde investir. Especialistas ouvidos pelo O POVO apostam que nesse momento em que se espera a subida dos juros básicos da economia (taxa Selic) o mais acertado é aplicar em renda fixa, títulos e papéis do Tesouro Nacional, tudo pós-fixado. Mas, mesmo com as oscilações esperadas para o mercado de renda variável, as ações não ficam de fora. É preciso apenas acompanhar a volatilidade a partir da observação do cenário econômico internacional.

O investidor também terá que reconhecer o seu perfil e saber se está mais apto ao risco para obter ganhos maiores, ou garantir uma rentabilidade mínima e assegurar que não terá prejuízos.

Para as pessoas com esse tipo de personalidade, os analistas normalmente colocam opções consideradas menos arrojadas ou agressivas. Entre as ofertas, papéis como títulos do governo, poupança, ouro e a compra de imóveis.

Já para os agressivos são oferecidas aplicações em bolsas e até em papéis até pouco negociados, mas considerados com boas possibilidades de ganhos. Entretanto, com as eleições, existe uma una unanimidade no mercado: este ano será de grandes emoções e sem um resultado muito bom para o mercado de capitais em relação ao ano passado. Apesar disso, as bolsas ainda devem proporcionar ganhos financeiros. O economista José Maria Porto, da Parceirize Consultoria Empresarial, é partidário dessa opinião. Ele confirma que este ano será de muita volatilidade e de fortes emoções para aqueles que decidirem investir em ações.

``Até o final do ano a bolsa deve apresentar uma valorização acima da média das aplicações em renda fixa``, completa, considerando que, diferente de 2009, quando a valorização da Bolsa foi de cerca de 83%, em média, os papéis renderão bem menos. Explica que a base para o crescimento das Bolsas agora está mais alta, significando que algumas ações já estão com preço justo. ``Quando chega nessa situação é necessário que algo de positivo aconteça para que a ação chegue a um novo patamar de preço``.

O especialista observa ainda que o Banco Central, temendo a inflação, deverá aumentar os juros nos próximos meses. Adianta que o patamar de juros em torno de 11% no final de 2010 é quase consenso entre os economistas, o que é altamente favorável à renda fixa. ``Diante desse cenário é aconselhável a aplicação em fundos de investimento DI que tenham na sua composição títulos pós-fixados indexados a Taxa Selic ou CDI.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Qual a diferença de Macroeconomia e Microeconomia ?

Microeconomia é o ramo da ciência econômica voltado ao estudo do comportamento das unidades de consumo ( indivíduos e famílias ); ao estudo das empresas e ao estudo da produção de preços dos diversos bens, serviços e fatores produtivos.

A Macroeconomia estuda o comportamento do sistema econômico por um reduzido número de fatores, como a produção ou produto total de uma economia, o nível de emprego e poupança, o investimento, o consumo, o nível geral dos preços. Seus principais objetivos estão no rápido crescimento do produto e do consumo, no aumento da oferta de empregos, na inflação reduzida e no comércio internacional vantajoso.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Mercado


Designa-se por mercado o local no qual agentes econômicos procedem à troca de bens por uma unidade monetária ou por outros bens. Os mercados tendem a equilibrar-se pela lei da oferta e da procura.

Existem tanto mercados genéricos como especializados, onde apenas uma mercadoria é trocada. Os mercados funcionam ao agrupar muitos vendedores interessados e ao facilitar que os compradores potenciais os encontrem. Uma economia que depende primariamente das interações entre compradores e vendedores para alocar recursos é conhecida como economia de mercado.
Índice
[esconder]

* 1 Classificação dos Mercados
o 1.1 Mercado de Concorrência Perfeita
o 1.2 Demais Estruturas de Mercado
* 2 Mercadoria
* 3 Ver também

[editar] Classificação dos Mercados

Existem dois tipos de mercado:

* Mercado formal
* Mercado informal

O funcionamento de um sistema de mercado se fundamenta em um conjunto de regras, onde se compram e vendem bens e serviços e também fatores de produção. A quantidade demandada por um bem não depende unicamente do preço do bem em consideração, mas de diversos outros fatores, como, por exemplo, preferências do consumidor, preço de outros bens que possam vir a ser substitutos, renda disponível, etc. A quantidade ofertada de um bem também depende de vários fatores, tais como tecnologia disponível, preço dos fatores de produção, subsídios, impostos, preço do próprio bem, etc.
[editar] Mercado de Concorrência Perfeita

É caracterizado pela existência do grande número de pequenos compradores e vendedores; o produto transacionado é homogêneo; há livre entrada de empresas no mercado; perfeita transparência para os vendedores e para os compradores de tudo que ocorre no mercado; perfeita mobilidade dos insumos produtivos. Só existe na teoria.
[editar] Demais Estruturas de Mercado

* Monopólio
* Oligopólio
* Monopsônio
* Oligopsônio
* Concorrência monopolística

Teoria da Produção

Teoria da Produção

A Teoria da Produção abrange os conceitos de produção e produtividade. Em conjunto com as teorias dos custos e dos rendimentos, ela permite a uma firma determinar qual a quantidade ideal a ser produzida.

Na teoria da produção no Estagio I o produto total cresce a taxas crescentes e descrescentes até o ponto onde a produtividade marginal do fator variável iguala a produtividade média deste fator em seu máximo, no estágio II o produto total cresce a taxas descrescentes até o seu máximo, sendo a produtividade marginal do fator variável sempre decrescente até o ponto onde ela iguala-se a zero, no estágio III o produto total é decrescente sendo a produtividade marginal do fator variável decrescente e negativa.
[editar] Função de Produção

A função de produção representa as possibilidades técnicas de produção eficiente - ou seja, sem desperdício - de uma empresa. Essa função é dada por
q = f(x1,...,xn),

onde q é a quantidade produzida e xi é a quantidade utilizada do fator de produção i.
[editar] Fatores fixos e variáveis

Os fatores xi podem ser classificados em fixos e variáveis:

* Fatores fixos: independem da quantidade produzida (ex.: aluguel do espaço utilizado)
* Fatores variáveis: variam conforme o volume produzido (ex.: mão de obra utilizada, energia, matéria-prima etc.)

É fácil notar que qualquer fator fixo, no longo prazo, também varia. O aluguel do espaço utilizado pode ser constante por alguns meses, e sua variação anual pode até ser desconsiderada. Entretanto, não é correto considerar que esse fator seja fixo em um prazo de dez anos. Portanto, a definição de fatores fixos e variáveis está ligado ao conceito de curto e longo prazos.

Na Teoria da Firma, o curto prazo é definido como o espaço de tempo em que há pelo menos um fator fixo envolvido na produção de uma firma.
[editar] Produtividade média e marginal

A produtividade média de um fator (PMe) é calculada como o quociente entre a quantidade produzida (q) e a quantidade utilizada do fator em questão (x). Algebricamente:
\mbox{PMe}(x_i)=\frac {q}{x_i}

A produtividade média de xi mede a quantidade de unidades produzidas que são devidas ao fator i.

A produtividade marginal de um fator (PMg) é calculada como o quociente entre a variação na quantidade produzida (q) e a variação na quantidade utilizada do fator em questão (x). Alternativamente, podemos pensar na produtividade marginal de um fator i como sendo a derivada da função q = f(x1,...,xn) em relação a x1, ou seja:
\mbox{PMg}(x_i)=\frac {\Delta q}{\Delta x_i}=\frac {\partial q}{\partial x_i}=\frac {\partial f(x_1,...,x_n)}{\partial x_i}

A produtividade marginal de xi mede a quantidade de unidades produzidas (q) que se aumenta com o acréscimo de uma unidade de xi.
Formato típico das curvas da função de produção, de produtividade média e de produtividade marginal

A imagem ao lado mostra o formato normalmente apresentado pelas funções de produção, de produtividade média e de produtividade marginal no curto prazo. A sua característica parabólica é resultado da aplicação da Lei dos rendimentos decrescentes. No longo prazo, o formato dessas curvas dependerá do tipo de economia de escala da firma, conforme veremos no item seguinte.
[editar] Rendimentos de Escala
Tipos de retornos de escala

O conceito de rendimentos de escala define a forma com que a quantidade produzida aumenta conforme vão se agregando mais fatores de produção. Os rendimentos (ou retornos) de escala podem assumir três formas diferentes:

* Retornos constantes de escala: ao se aumentar λ vezes os fatores de produção, a quantidade produzida também aumenta λ vezes. Em outras palavras, se q = f(x1,...,xn), então f(\lambda x_1,..., \lambda x_n) = \lambda \cdot f(x_1,...,x_n);

* Retornos crescentes de escala: quando multiplicamos os fatores de produção por λ, a quantidade produzida aumenta mais do que λ vezes, ou seja: se q = f(x1,...,xn), então f(\lambda x_1,..., \lambda x_n) > \lambda \cdot f(x_1,...,x_n);

* Retornos decrescentes de escala: ao multiplicarmos os fatores de produção por λ, a quantidade produzida aumentará menos do que λ vezes. Em outras palavras: dado q = f(x1,...,xn), então f(\lambda x_1,..., \lambda x_n) < \lambda \cdot f(x_1,...,x_n).

As três funções apresentadas acima também podem ser interpretadas como funções homogêneas de grau 1, maior do que 1 e menor do que 1, respectivamente.
[editar] Teoria dos Custos

A teoria dos custos aborda conceitos como Custo econômico, Custo total, Custo Marginal e Custo médio. Naturalmente, o objetivo de uma firma é produzir a quantidade desejada com o mínimo de custos.
[editar] Custo econômico

Ao contrário do que se possa imaginar a princípio, o custo econômico não envolve apenas o valor despendido para a aquisição de um bem ou serviço. Esse custo denomina-se custo contábil. O custo econômico é um conceito mais abrangente, que pode ser definido da seguinte forma:
Custo economico = Custo contabil + Custo de oportunidade

Ou seja, o Custo econômico é igual à soma do custo contábil (também denominado explícito) e o custo de oportunidade (também denominado implícito).
[editar] Custo total

O custo total (CT) de uma produção é dado pela soma dos produtos entre os preços de cada um dos fatores de produção e a quantidade utilizada. Ele mede, naturalmente, o custo total em unidades monetárias para se produzir q. Algebricamente:
\mbox{CT}=\sum_{i=1}^{n} p_i \cdot x_i

Podemos, ainda, observar o custo total como sendo uma soma dos custos fixos e variáveis, isto é: CT = CF + CV.
[editar] Custo médio

O custo médio (CM) corresponde ao quociente entre o custo total e a quantidade produzida:
\mbox{CM}=\frac{\mbox{CT}}{q}
[editar] Custo marginal

De forma semelhante à explanação sobre produtividade média e marginal, dizemos que o custo marginal mostra o quanto se aumenta no custo total da produção ao se produzir mais uma unidade. Podemos, ainda, dizer que o custo marginal é igual à derivada parcial da função de custo total em relação à quantidade produzida.
\mbox{CMg}=\frac{\Delta \mbox{CT}}{\Delta q}=\frac {\partial \mbox{CT}}{\partial q}
[editar] Minimização dos custos

Como foi dito anteriormente, o objetivo de uma firma é, dado um nível de produção q, minimizar os custos. Mais especificamente, o objetivo da empresa é minimizar o custo médio (CMe) no longo prazo.

Seja \mathbf{X} um vetor de n fatores de produção, ou seja: \mathbf{X} = \{x_1,...,x_n\}. Seja, ainda, \mathbf{W} um vetor de n custos associados aos fatores de produção supramencionados, ou seja: \mathbf{W} = \{w_1,...,w_n\}. Uma empresa estará minimizando seus custos se
\frac{\mbox{PMg}(x_i)}{w_i}=\frac{\mbox{PMg}(x_j)}{w_j},\quad \forall i,j\in\mathbb{N},\quad 1\le i\ne j\le n
[editar] Teoria dos Rendimentos

Em vez de focar uma minimização dos custos a um dado nível de produção, uma firma pode também procurar a maximização de seus lucros. A verdade é que, ao se minimizar os custos, automaticamente estar-se-á maximizando os lucros de uma empresa. A Teoria dos Rendimentos abrange conceitos como a Receita total, a Receita média e a Receita marginal.
[editar] Receita total

A receita total de uma empresa (RT) é igual ao produto entre a quantidade produzida (q) e o seu preço de venda (p) - lembre-se de não confundir os conceitos de preço de venda (p) e custo (w).
[editar] Receita média

A receita média (RMe) é o quociente entre a receita total e a quantidade produzida.
\mbox{RMe}=\frac{\mbox{RT}}{q}=\frac{p \cdot q}{q}=p

Como era de se imaginar, a receita média é dada pelo preço unitário de venda do produto.
[editar] Receita marginal

A receita marginal (RMg) é um conceito tão importante quanto o do Custo Marginal, como veremos adiante. Ela mede o ganho na receita da empresa obtido pela produção de uma unidade a mais do bem/serviço a ser comercializado. Algebricamente:
\mbox{RMg}=\frac{\Delta \mbox{RT}}{\Delta q}=\frac {\partial \mbox{RT}}{\partial q}
[editar] Lucro

O lucro de uma empresa é dado pela diferença entre receitas e despesas. Logo, o lucro total (LT ou π) de uma firma é dado por:
LT = π = RT − CT

Essa função será máxima quando sua derivada atingir um ponto de inflexão em q, ou seja:

\frac{\partial \pi}{\partial q} = \frac{\partial \mbox{RT}}{\partial q} -\frac{\partial \mbox{CT}}{\partial q}

πMg = RMg − CMg

\pi \mbox{Mg} = 0 \to \mbox{RMg} = \mbox{CMg}

Isso mostra que, para maximizar os lucros, a empresa precisa encontrar o ponto de cruzamento das retas de custo e receita totais. Em outras palavras, ela deve procurar o nível de produção q tal que, ao se produzir q + 1 ou q − 1 unidades, o custo marginal será maior do que a receita marginal, de forma que produzir q + 1 ou q − 1 unidades se torna menos lucrativo do que produzir apenas q.
[editar] Taxa Marginal de Substituição Técnica e Elasticidade da Substituição

A taxa marginal de substituição técnica (TMST) entre os fatores de produção i e j mede a quantidade de unidades de i que se teria de aumentar ao se diminuir em uma unidade a produção de j, tudo isso sem alterar a produção. Ela pode ser expressada, também, como sendo a reta tangente à isoquanta (ou seja, sua derivada). É uma função monotônica e convexa.Algebricamente:
\mbox{TMST}_{ij}= - \frac{\mbox{PMg}(x_i)}{\mbox{PMg}(x_j)}= - \frac{\partial f(\mathbf{X}) / \partial x_i}{\partial f(\mathbf{X}) / \partial x_j}

A elasticidade da substituição entre os mesmos fatores i e j mencionados anteriormente é dado por σij e mede a facilidade com que se pode substituir esses bens. Esse valor varia entre zero e o infinito, sendo que, quanto mais próximo de zero, mais difícil será a substituição entre os fatores.
Três formatos típicos da curva de elasticidade da substituição
\sigma_{ij}=\frac{\mbox{PMg}(x_i)/\mbox{PMg}(x_j)}{d \left[ \mbox{PMg}(x_i)/\mbox{PMg}(x_j) \right]}